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DIREITO PENAL DO EMARANHADO

DIREITO PENAL DO EMARANHADO

A educação total institucional prisional, ironicamente, sem a promoção e o progresso do indivíduo com edificação de valores, sem prepará-lo para ser um membro capacitado à produção, e evidentemente, também ao consumo, e mais, sem a condução da experiência mental do conhecimento, é, então, inútil, esvaziada de sentido e 'esvaziadora' de sentido. Trata-se, portanto, de uma pedagogia de negação do espaço público pela não realização do respeito à autoridade e à hierarquia legitimamente constituídas, de negação da formação do cidadão, do sujeito ativo, adulto. 

Esse quadro dentro da perspectiva do direito sistêmico, fundado na terapêutica da constelação familiar, construída pela filosofia-psicologia de Bert Hellinger, que orienta toda a reflexão neste livro, explica que não cabe estabelecer uma classificação maniqueísta de bem e mal, haja vista que a perspectiva apontada considera que ?todos estão a serviço da vida?. E ainda que se possa atestar todos os malfeitos, a perspectiva sistêmica considera que existem os eleitos pela vida para fazerem o "serviço sujo".

A instituição prisão é, então, um microcosmo da luta simbólica entre grupos. Os homens colocados nos presídios (a massa carcerária formada pelo homem comum, pobre) são membros improdutivos, com diversos problemas de inserção social, em estado, portanto, de emaranhamento e, em sendo mantidos nessas mesmas condições, não dependerão do poder público para se reerguerem como pessoas pertencentes às condições normais da vida.

 

Autora: Monica Paraguassu Correia  da Silva

Isbn: 978-8593741-51-7
Assunto: Direito Penal
Edição: 1ª Edição
Ano: 2019
Pág: 197
Formato: 14 x 21, Brochura

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